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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Campo de concentração de Dachau.

O mundo tende a cometer ciclicamente os meus erros, século após século, e eu estou convencida que o principal motivo é a distância, o esquecimento e o desconhecimento das novas gerações em relação ao passado. Mas se noutros tempos a ignorância era de alguma forma compreensível, no mundo global em que vivemos - principalmente nas nossas sociedades ocidentais - não há desculpas para a falta de educação histórica e política.
Na semana em que o novo Presidente dos EUA volta a chamar os muçulmanos de inimigo nº 1 da América e a incentivar a tortura como forma de interrogatório de prisioneiros, trago até vós um post sobre a visita que fiz ao campo de concentração de Dachau, nos arredores de Munique.
Acho que o esforço não precisa ser muito para perceberem as semelhanças, e temer que o caminho que começamos a trilhar pode voltar a acabar de forma terrível.
Há muita gente que não concorda com a transformação dos campos de concentração, ou outros locais com passados terríveis, em locais de visita turística. Eu penso que é cada vez mais importante visitá-los, levar até lá os nossos miúdos e dar-lhes a conhecer o passado, para que não estejamos - mais uma vez - condenados a repeti-lo.

Dachau foi o primeiro campo de concentração da Alemanha nazi. Construído em 1033 numa antiga fábrica de pólvora serviu de modelo à construção de dezenas de outros campos espalhados por todo o território de expansão nazi. Não há número exactos mas pensa-se chegou a ter cerca de 200 mil prisioneiros e há mais de 30 mil mortes documentadas.
Foi libertado a 29 de Abril de 1945 pelas tropas americanas.
Hoje é possível visitar toda a área exterior do campo de concentração, uma exposição permanente sobre as condições de vida no campo e de homenagem às suas vítimas e as câmaras de cremação e de gás. Há ainda uma réplica dos alojamentos em que os prisioneiros eram mantidos, já que os edifícios originais eram em madeira e foram destruídos pelos responsáveis pelo campo, antes da sua libertação.
Como chegar?
Dachau fica a menos de 20 km de Munique. Nós viajávamos pela região de carro portanto chegamos lá facilmente com a ajuda do GPS. Se estiverem alojados em Munique podem fazer a visita inseridos num tour, há imensos publicitados pela cidade, certamente haverá alguma sugestão no vosso hotel, ou podem ir por conta própria. podem apanhar o comboio suburbano S-Bahn a partir da Hauptbahnhof até Dachau e de lá o autocarro número 726 até Saubachsiedlung.
A entrada é livre.
10:35 / by / 2 Comments

2 comentários:

Tulipa Negra disse...

Se dessem mais atenção à História e relembrassem os acontecimentos desta magnitude poderia ser que não se cometessem sempre os mesmos erros.

Sami disse...

Ainda me lembro de visitar Dachau ha cerca de uns 25 anos atras quando viviamos na Alemanha. Ao ler este post voltei a recordar a profunda tristeza que senti ao visitar este campo de concentracao!

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