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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Lima, dicas práticas!

Estamos a entrar na última fase da minha viagem pelo Perú. Nos últimos dias assentamos arraiais em Lima e aproveitamos para conhecer um pouco da capital peruana e da costa litoral a Sul. Então nos próximos dias entrarão posts mais detalhados sobre o que visitamos na capital:
- Roteiro de 2 dias em Lima
- Bairro Miraflores
- Barranco
- Centro Histórico e as suas igrejas
- Museu Larco
E também sobre o dia que fomos até ao Sul para mergulhar pela primeira vez no Pacífico e sobrevoar as Linhas de Nazca.
- Vlog Nazca overflight
- Tour de 1 dia a Paracas e sobrevoo a Nazca (bate-volta a partir de Lima)
Mas para já ficamos com os detalhes práticos da capital peruana!

Como chegar?
É a porta de entrada clássica dos voos internacionais para o Perú, portanto se chegam da Europa, dos EUA, do Brasil, ou de onde quer que seja, o mais provável é que aterrem no Aeroporto Internacional Jorge Chávez que fica situado  as uns 30/45 minutos da cidade (a norte) caso não esteja um trânsito caótico - que está muitas vezes.
Daqui até ao centro da cidade só têm praticamente duas hipóteses, ou vão com um transfer já reservado (a maioria dos hotéis oferece essa possibilidade) ou apanham um táxi à saída do aeroporto. Nós optámos por uma solução intermédia, marcamos um táxi com a empresa Táxi Green da qual li alguns feedbacks positivos e correu tudo bem. O preço foi pré-combinado (cerca de 18 euros pela corrida ao câmbio da época), possivelmente negociado à porta conseguiriam melhor, mas ter a segurança de alguém à espera e uma agência física dentro do aeroporto onde reclamar (mesmo à saída da recolha das malas) vale mais uns euros, portanto recomendo esta opção.
Se vierem de outras zonas do país, ou de algum país vizinho podem também chegar de autocarro. Há empresas óptimas, com autocarros novos e super-confortáveis, que fazem viagens longas, nesta parte do mundo, por isso também é uma opção para muita gente - principalmente se em vez de 11 dias forem fazer um mochilão durante 1 mês -. O terminal de autocarros de Lima é bastante mais central que o aeroporto, mas também numa zona de onde dificilmente vão a pé para algum sítio, portanto chegados aqui a opção transfer/táxi é a mesma.
Onde se alojar?
Definitivamente em Miraflores. Foi o que li em todo o lado quando estava a planear a viagem, foi onde ficamos, e sem dúvida que é a opção mais certeira. É o bairro mais moderno de Lima, mais seguro, com imensas opções de lojas, cafés, restaurantes, para poderem sair à noite para jantar sem problemas. Fica junto ao mar, tem um enorme centro comercial super agitado, prédios novos, estradas largas, parques, jardins, wi-fi na rua e bom ambiente.
É um pedacinho de Europa, para se viver na América do Sul. Nós optamos por ficar num apartamento, e o alojamento não decepcionou em nada, a localização era óptima, as condições também, e só não o recomendo porque no último dia tivemos um problema no check-out que se não temos tratado de solucionar sozinhos, podíamos ter perdido o avião. O nosso voo era só à tarde e pedimos para ficar no apartamento até mais tarde, não pudemos que iam entrar outras pessoas e o apartamento tinha que ser limpo e tal, tudo certo compreensível, mas podem-nos ficar com as malas. Sim, deixem-nas ficar na entrada do apartamento que passaremos lá a buscá-las e à hora combinada aparecem para nos entregar as malas na entrada do prédio. Tudo muito bem, hora combinada ninguém aparece, ninguém atende o telefone, ninguém responde a mensagens, o porteiro não sabe de nada e nós sem malas para ir para o aeroporto. Felizmente o apartamento não abria com chave mas sim com código e na esperança de ainda não ter sido alterado para o cliente seguinte, resolvemos tentar voltar a entrar lá e rezar para que as malas lá estivessem. Felizmente estavam no mesmo sítio em que as deixámos (imensa pressa porque iam entrar novos clientes...!), pegamos nelas e vazamos para o aeroporto e ainda hoje não sei o que aconteceu e porque ninguém apareceu como combinado.
Como se locomover na cidade? 
A rede de transportes públicos na cidade é bem precaria e quase inexistente. Não há metro, eléctrico, nada do género. E no caos de trânsito que às vezes se instala eu também não gostaria de me enfiar muito tempo dentro de um autocarro. Portanto a ideia é apanhar táxis - que são muito baratos, mas é preciso negociar sempre os preços à entrada - entre os diferentes bairros e para as maiores distâncias, e andar a pé dentro de cada um dos bairros. Daí a também a importância de se alojarem em Miraflores, à noite é provavelmente o único sítio onde será seguro andar a pé.
Lima é uma cidade imensa, mas imensa mesmo. Podem demorar facilmente se sem muito trânsito meia hora entre Barranco e o centro histórico, ou para chegar de Miraflores ao Museu Larco, por isso é importante optimizar o tempo e visitar a cidade por área.
O que comer?
Dificilmente irão escapar a duas coisas, que ainda por cima rimam mesmo bem uma com a outra, apesar de vos poderem deixar levemente animados.  As duas instituições da comida peruana - Ceviche e Pisco Sour. Ceviche é basicamente peixe cru apenas marinado sumo de lima ou alguma outra alternativa ácida. Pisco Sour é um cocktail preparado com uma espécie de aguardente (o Pisco) e que depois entre outra coisas improváveis leva clara de ovo.
Soa horrível, não é? Pois, mas só soa. É óptimo! Assim de repente estava capaz de voltar só para repetir o menu do dia em que passeamos pelo centro da cidade e fomos ao Restaurante Pacífico - um tasquinho numa transversal da Plaza de Armas, recomendado por amigos, com um Ceviche espetacular e um Pisco Sour maravilhoso para acompanhar.
Para além disso, testamos ainda um outro prato bastante típico da região mas que pode, por vezes, sugestionar as pessoas mais sensíveis. Cuy, que é uma espécie de porquinho da índia, e que se come no forno. A carne era boa, apesar de ter demasiada mão de obra para o meu gosto, tinha uma textura parecida com o leitão, se forem apreciadores... 
11:04 / by / 0 Comments

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