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terça-feira, 8 de setembro de 2015

A Europa está a criar uma nova espécie de radical, o extremista ocidental.

O radical islâmico vê em cada ocidental um alvo a abater.
O radical ocidental vê em cada refugiado um potencial terrorista.

O radical islâmico está preocupado com a contaminação de infiéis no mundo.
O radical ocidental está preocupado com a contaminação da sociedade europeia.

O radical islâmico acha que só o Islão pode salvar.
O radical ocidental acha que só a segurança nacional o pode proteger.

O radical islâmico mata para atingir o seu fim.
O radical ocidental deixa morrer.

Relembrem-me lá qual é a grande diferença entre estas duas espécies? É que eu começo a ter mais medo da segunda, essa sim contamina a Europa e está camuflada no meio de nós.
00:13 / by / 6 Comments

6 comentários:

Agnes disse...

Eu tenho medo de todo e qualquer radical. E acho que mais do que o seu extremismo, é a sua imprevisibilidade que me assusta.

IM (misspipetaseviagens) disse...

Eu não sei bem como é que a sociedade civil em Inglaterra está a reagir a isto mas o meu post tem vários destinatários em Portugal. Se por um lado se levantou uma onda de solidariedade. Por outro lado, uma onda de dimensões assustadora está a crescer. de malta que assina abaixo assinados para não construírem centros de refugiados no Algarve (por causa do turismo!), de outros que clamam " e os nossos pobrezinhos? Ajudem esses primeiro!", passando pelas almas 'cristãs' preocupadas com a muçulmanização da sociedade europeia. a campanha é tal que até andam a circular "factos" facebookianos como fotos de supostos terroristas que estão camuflados na Hungria, e pessoas a jurar a pés juntos que só chegam homens!
Enfim, tenho vergonha alheia de muita coisa que li nos facebooks desta vida nos últimos dias.
Quanto à crise humanitária, em primeiro lugar temos que salvar a vida daquelas pessoas. Em segunda tentar resolver o problema para que mais não precisem deixar os seu país e parte destes possa regressar. Se a Síria tivesse um bocadinho de petróleo já tudo tinha caído em cima desta seita do iSIS, como não tem nada os senhores que gostam da guerra agora andam a assobiar para o lado. Gastaram tantas vidas por motivos estúpidos e agora que se justifica ninguém se chega à frente! Isso também me revolta, mas seria assunto para outro post.

Agnes disse...

Eu diria que por estes lados é outra vez bater na mesma tecla dos imigrantes e dos benefícios, que este pessoal acha que o UK é a última bolacha do pacote...
Concordo que se salve a vida destas pessoas mas não vou dizer que não me preocupa o facto de não se registar ninguém nem tentar perceber quem são. Neste fim de semana vi na BBC que houve quem viesse de outros países sem guerra para "aproveitar a onda" de ajuda europeia, porque é muito mais "fácil" do que emigrar pelas vias "normais" e isso revoltou-me porque não só se estão a aproveitar da situação de quem perdeu tudo como me relembrou a injustiça da deportação de colegas meus que sempre estudaram aqui mas que tiveram problemas de visa. Enfim, outros 500.
Sobretudo, o que me entristece é que é sempre o dinheiro, o petróleo e as armas que movem o mundo. Já para não falar de uma reportagem que vi e que mostrava gente a vender "passes" para a Europa por uns bons milhares de dólares a quem tudo perdeu. Como é que esta gente dorme à noite? Juro que não entendo como fazemos isto uns aos outros.

IM (misspipetaseviagens) disse...

Não tenho dúvidas que no meio de tanto milhar não haja quem se tente aproveitar da situação, mas não acho que isso possa ser desculpa para não ajudar os que realmente precisam nem acredito que o controle e o registo das pessoas não esteja a ser feito por exemplo na Alemanha, o país que mais pessoas tem recebido. É óbvio que ao aumentar o número de entradas a probabilidade de erros aumenta também, mas o Big Brother está mesmo aí e se há coisa em que os países investem é nesse controle, até os EUA devem saber a vida destes refugiados até ao bisavô.
Os terroristas também chegam de avião e não passou pela cabeça de ninguém acabar com as ligações aéreas.
É evidente que é um tema preocupante, mas confundir os dois é que não faz sentido nenhum para mim.

Agnes disse...

Claro, concordo em absoluto! Nem quero com isto dizer que não se deva ajudar, até porque como dizes, e bem, há sempre quem dê volta ao sistema, seja ele qual for. As situações de que falei, filmadas através de uma câmara oculta da BBC, marcaram-me especialmente porque ali estavam pessoas a tentar "furar" o esquema com a maior naturalidade do mundo, no meio de tantas outras a fugir da guerra e caiu-me mesmo mal, não por acolhermos e ajudarmos refugiados, mas porque ali estava um grupo a tentar ser mais esperto do que o vizinho, aproveitando a desgraça alheia, e achei tão...desapropriado, talvez seja essa a palavra. Mas olha, se calhar sou eu que sou muito esquisita com estas coisas :P

Carpe Diem disse...

Também está em causa a capacidade de olharmos para o outro e sermos capazes de sermos solidários. Há países que por várias razões têm falhado nesse ponto. É cruel ver como viramos as costas a quem precise sem sequer pensar duas vezes. Tenho sempre a esperança num mundo melhor mas é evidente que com este tipo de atitudes o caminho é mais difícil. Há que tentar conhecer os problemas a fundo e procurar ajudar as pessoas.
Todos temos direito à felicidade.

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