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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Um jogo de senhores, jogado por bandidos. (...) sou tentado a acreditar

Descobri no P3 esta crónica de João Nogueira Dias e tinha de vir partilhá-la aqui convosco, ou pelo menos com os poucos que por aqui param e que partilham a mesma paixão que eu, o futebol.

"Pode haver fome no mundo, sanguinários regimes ditatoriais e a “Casa dos Segredos”, mas esses dados são irrelevantes, quando comparados com a maior questão de toda a humanidade: como pode alguém ser de um clube que não o nosso?"

"Os dirigentes tentam combinar a liderança de Nelson Mandela com a ironia de Eça de Queirós. Feitas as contas, o que eles revelam é a mistura do bom senso de um bêbado com a delicadeza de um tasqueiro. O dirigente desportivo é um espécime sobre o qual a Biologia ainda não se debruçou, sobretudo porque, se o fizesse, teria que rever o conceito de “homo sapiens sapiens”. É mais fácil e mais barato fingir que eles são como nós."

"Os treinadores, por seu lado, são as vítimas. O que quer que aconteça, a culpa é deles. Montam sistemas tácticos que recorrem à ciência e às artes do oculto. Sabem de psicologia, biomecânica, fisiologia, encantamentos e feitiços vários. No fim, a bola vai ao poste e vai tudo pelo ar."

"Se a política fosse tão imprevisível como o futebol, o PCP chegava ao Governo. Mas se isso acontecesse, o PCP trataria logo de acabar com a imprevisibilidade, transformando as eleições em “jogos à porta fechada”. Se a física fosse tão imprevisível como o futebol, as pessoas podiam cair para cima. Bom, não abusemos, talvez o Fernando Mendes e o Manuel Serrão não o conseguissem. Se a economia fosse tão imprevisível como o futebol, o FMI acertaria nos programas de ajustamento."

"O futebol é como gostar muito de alguém: no fim, sobressai o sentimento."

Se quiserem ler mais um bocadinho, cheguem-se aqui.
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